Ozzylândia: reino-comuna.

10 10UTC Janeiro 10UTC 2008

Arquivado em: Sem-categoria — ozzythewizard @ 5:14 AM

Há, entre tantas pessoas e fatos interessantes, algumas que se destacam pela simplicidade e beleza de suas atitudes. Coisas que passam despercebidas por outros, para mim, tornam-se inesquecíveis.  Em algumas linhas filosóficas, não é a conseqüência do ato, ou do fato, que determinam seu valor. Mas está no desenrolar da ação que se pode perceber o quanto a pessoa está ou não desenvolvida.  Este ano (de 2007) me trouxe grandes surpresas. Entre elas, os alunos que conheci no Colégio Módulo. Ao final do ano, para minha surpresa, percebi o quanto era querido por eles  Em nossas reuniões semanais, sempre às sextas-feiras, conheci outros ex-alunos, ou simplesmente amigos da turma. Uma vez, uma garota que ali estava, em suas brincadeiras etílicas, saiu pedindo dinheiro para comprar um chapéu na loja ao lado (coisa de doido mesmo). vittoria-lapertosa.jpg Veio à minha mesa. Foi à mesa ao lado. Rodou o bar todo. Conversou com o garçom. Pediu pra uns meninos que queriam paquerá-la. Fez e aconteceu.  Sua beleza e encanto são indescritíveis. Seu belo sorriso, de tão gentil e cativante, só encontra similaridade na pureza das atitudes de uma criança. Difícil resistir a seu charme.

 Vários minutos se passaram. Mais ou menos quarenta. Entre risadas e outras bobagens, eu e outros alunos discutíamos qualquer coisa de irrelevante, rindo de piadas infames, enquanto esta garota (Vittória Lapertosa é seu nome) saltitava de um lado pra outro na sua coleta.

  Entretido com a conversa, eu apenas admirava o ânimo e a disposição na coleta (contribuí com 40 centavos).

 Ela estava envolvida com seu trabalho, que levava a sério mesmo, argumentando a necessidade de doações mais consideráveis, voltando em todas as mesas. Achei divertido, mas já estava entretido com outros assuntos. Pra mim, ou era muita cerveja, ou o tal chapéu era encantado.

  Porém, em certo momento, ela veio à mim.  Mostrava a mão com várias moedas, e algumas notas.  Contou e recontou: cinco reais e alguns centavos.   -  Olha, fessor! Consegui cinco reais!  - e sorria o sorriso dos generais de César.   Eu, com meus pensamentos enevoados de cevada, comentei:  Puxa! Isto daria mais duas cervejas

  -  Não! Tenho idéia melhor.

Esperou, esperou, e entregou para uma senhora simples, que passava entre as mesas do bar. Falou com ela algumas palavras que não entendi, voltou-se para mim e disse:  Ela precisa mais do que eu .  Sou professor há 7 anos. Convivo com a literatura e arte desde antes da faculdade. Já me emocionei com filmes, quadros, músicas, ou peças de teatro. Mas, naquele momento, lá no fundo, um sentimento maravilhoso me comovia, e me enchia de orgulho, ao mesmo tempo.  Eu não havia dado aula para ela, ela não era minha aluna, porém, sim, era minha aluna. Havia aprendido que não é o conhecimento que transforma as pessoas, mas as atitudes.  Havia, sem querer, dado uma grande lição para mim, e para todos do bar (talvez só eu tenha reparado). Lição de humanidade, de altruísmo e bondade.  Sem querer, ou querendo mesmo, pois creio que isto faça parte de sua natureza. Afinal de contas, é o processo da doação que valoriza a pessoa que doou. Sem receios, sem egoísmo, sem vaidade.  Deu as costas, e foi levar seu sorriso para outro lugar.  Eu, ali, sentado. Entre pasmo e comovido. Observava, feliz, o quanto as pessoas ainda são belas (ufa! às vezes fico meio desanimado com elas), pois em meio à tanta indiferença e individualismo de pessoas que se divertiam, alguém decidiu divertir-se ajudando a outros.  Ela não sabe (talvez nunca saberá) o quanto isto me marcou. Um pequena atitude, que transformou um dia comum, em dia inesquecível.

 E mais, na transcendência da atitude pude vislumbrar o sentido da frase do arquiteto Johanes (alguma coisa, vou ter de pesquisar) que diz:  Deus está nos detalhes … E o gesto da doação inesperada, em um contexto adverso, assemelha-se muito aos gestos e pregações deixadas por Cristo, seus discípulos, e muitos outros grandes mestres religiosos do mundo.

Eis um caminho a se trilhar: o da doação, não somente dos bens, mas também de palavras e gestos.

24 24UTC Dezembro 24UTC 2007

Mais um Natal chega, e um ano se vai…

Arquivado em: Poesias — ozzythewizard @ 4:04 AM

malabarista.gif

… e você fez centenas de pessoas rirem com suas brincadeiras, piadas, sarcasmo, ironia etc.

Mas por dentro, o vazio aumenta.
As coisas não se encaixam.
As palavras faltam.
O sorriso enfraquece.

(“Sorrir de si? Não dá! A vontade é de chorar”)

Vêm as festas,
Doces, bebidas, sorrisos.
E você, mais que ninguém,
Cada vez mais só.

Vai ao banheiro,
Olha no espelho.
E se pergunta:
“Que falta?”

Vá, palhaço,
Limpe a maquiagem,
Tire a peruca, troque de roupa,
Calce outro sapato.

Você tenta,
Mas os pés são grandes demais,
Outras roupas não lhe servem,
A maquiagem sai, mas já marcou sua pele,
E você volta pro circo.

Um circo sem fim, nem começo,
Mundo-circo,
Onde o picadeiro vai até a Lua.
Sua platéia fiel,
Quando você vaga sozinho à noite…

22 22UTC Dezembro 22UTC 2007

Pessoas das quais se orgulhar…

buteco-2.jpg

Quando você entra na Faculdade de Letras, a primeira impressão é que a Gramática será sua nova Bíblia, e você será considerado  o cara mais nerd da face da terra. No semestre seguinte, após várias calouradas, vinhadas, saraus de poesia, aulas de truco, horas jogando sinuca, você descobre que não é tão nerd, e que mais vale estudar até a madrugada para a prova do dia seguinte, do que deixar a mesa de sinuca e perder (de novo) praquele mané que está dois períodos à sua frente, e já se acha “o veterano”.

Dois períodos à frente, você já é um cara mais esperto. Estuda uma semana antes de qualquer avaliação, faz os trabalhos uma semana antes, é o primeiro a apresentar seminários, e assim será um dos poucos a ser bem considerado pelos professores, e ainda assim terá o dobro de horas jogando em cima da mesa de sinuca jogando, do que dentro da sala de aula. E mais, descobre que seus melhores professores também frequentam bares, sinucas, teatros, cinemas, churrascarias, e começam a te convidar também.

Desde o 2º grau, feito no Colégio Marconi, tive a oportunidade de conviver com ótimos professores, que conseguiam ser pessoas agradáveis fora de sala de aula, sentar conosco em um bar, conversar, aconselhar, rir e conviver conosco, e, dentro de sala de aula, manter uma postura séria, ensinar (não apenas o conteúdo da matéria, mas também um pouco de humanidade), e mesmo disciplinar, sem ter o desprezo ou a aversão da turma.

Durante a faculdade, como já disse, os grandes intelectuais que conheci também eram pessoas agradáveis fora de sala de aula. Uma vez dentro da sala, exigiam ao máximo de nós, alunos, dando tarefas de alto nível, e esperando que nós acompanhássemos seus ensinamentos. Quando tínhamos dificuldades, abriam horários para estudos especiais, individuais ou em grupo. E, mesmo na mesa do bar, tiravam dúvidas.

Professores em tempo integral, e se sentiam bem assim.

Há algumas histórias interessantes sobre estes professores, que contarei em outra oportunidade.

As pessoas da foto são especiais pelo apoio e confiança, quando eu não fui mais “formalmente” o professor deles. E eles sabem que podem contar comigo sempre. O espírito de contestação, a preguiça em certos momentos, a conversa, as brincadeiras, e principalmente, o respeito-mútuo, transformaram estes alunos nos melhores que já tive. Por que? Porque são muito parecidos comigo, talvez. Ou simplesmente porque gostam de rock. Vá saber! Só sei que me sinto bem com eles, e torço pelo seu sucesso. Fizeram com que bons sentimentos permanecessem com relação a continuar dando aula. Fizeram-me acreditar que ensinar vale a pena.

Nomes? Pois bem… Do lado esquerdo: Gaby, Othilia, Grazy, Marina e (quem?), Letícia e Sávio mais ao fundo… Lááá no fundo não sei quem é… Só sei que a Lice tá por ali também… hehehe

Do lado direito: Daniel (ao centro, na verdade), eu, Felipe Botelho, Lucas Koh, Grazy, Pedro e Fernando…

Brincadeiras. Conversa fiada. Diversão e baderna.

Vocês são ótimos…

Volto pra concluir depois

11 11UTC Dezembro 11UTC 2007

What Wonderful World (Louis Armstrong e Ramones)

Arquivado em: Sem-categoria — ozzythewizard @ 4:03 AM

30 30UTC Novembro 30UTC 2007

Arquivado em: Poesias — ozzythewizard @ 2:09 AM

Poema sem nome

.
Eu não viverei para sempre.
Enquanto vivo quero intensamente as cores, a intertextualidade,

a melodia, a arte,

a paixão, as montanhas,

os livros, o amor

e o que a eterna metamorfose me oferece.
Eu não viverei para sempre.
Sou quem eu sou.

Tenho medo do meu eu, meu ego, minha alma.

Vivo para mim.
Sei de pessoas, filmes, arte, vida, flores.

Sei e gosto do que sei.

Vivo para mim.
Crio minha própria resposta.

Contesto minha vida.

Abro caminhos, cabeças… Tapo buracos.

Não quero mais dizer: “é tarde demais!”.

Planto meu jardim.
Eu não viverei para sempre.
Sei do meu ódio, inveja, posse, ânsia, diversão.

Sei o que sou, não do que sei.
Todos os dias me olho no espelho. Sempre há uma mudança.

Externa?

Não! … Interna.
(Olhe para dentro.

Sonhe para dentro.

Sinta tudo dentro de você.)
Nunca deixo o tempo curar nada.

Me curo, com minha alma.

Não gosto de curativos.
Sempre seguindo em frente, com os pés no chão,

de corpo e alma me entrego por inteiro às coisas simples

que fazem minha metade lagarta se transformar em borboleta.
Isso tudo por um motivo:

Não viverei para sempre.

Letícia Kumaira – Nov/2007

(Aluna do Colégio Módulo, de Belo Horizonte, e motivo de orgulho para mim,  professor de Português e Literatura)

“Sem nome” – (nov.2007 – Letícia)

Arquivado em: Poesias — ozzythewizard @ 2:01 AM

 
Escolhemos o que somos.
Temos a alma da eternidade.
Nos colocamos para baixo.
Motivos são fúteis.
Sonhos.
Sonhos são eternas ameaças do destino.
Somos tolos.
Choramos.
Vivemos de passado.
Poesia nos alimenta. 
Arte nos engole.
Pessoas apalpam sua mente nua.
Têm a capacidade de modelá-la, vesti-la.
Escolhemos o que somos.
O real não é o inerte.
São falsos conceitos, enganos sem rumo.
Quanta hipocrisia!
Tudo girando em torno do sol.
Relaxe, aproveite, viva, sinta, fale, expresse.
Tenha orgulho de si.
Vergonha e infelicidade são amigos.
Íntimos.
Abrir os olhos.
Acordar.
Tudo girando em torno do sol.
 

Letícia Kumaira - nov.2007

19 19UTC Novembro 19UTC 2007

Macho Alpha – parte I

Arquivado em: Sem-categoria — ozzythewizard @ 3:49 AM

Macho Alpha - parte I

“Putz, cara… Você é grande… Malhado… Deve brigar muito” – ela falou, cortando nossa conversa sobre o filme Sociedade dos Poetas Mortos.

“Não necessariamente” – respondi, meio sem graça.

“Ah! Né possível!” – continuou “Você deve ser bem forte…. Deve ter um soco e tanto… O tapa então nossa!”.

Fiquei quieto, com um certo ar de curiosidade.

Nós estávamos saindo há algum tempo. Ela era uma garota linda, alta, magra, delicada, e professora também. A família de boa educação também. Pai engenheiro, mãe pedagoga. Os irmãos eram advogados. Havia frequentado ótimos colégios. Morado fora 5 anos. Solteira. Sem filhos. Workahoolic. Enfim, uma neurótica comum, como eu e você (segundo Freud).

“Bem… Não gosto de briga… Evito ao máximo… E tapas, só em determinadas horas, e em quem merece” – falei, brincando, pra disfarçar minha “sem-gracesa”.

“Adoraria!”

“Hãn?”

“Adoraria que você me batesse”.

“?”

“Sim. Curto homens fortes. Que pegam a gente assim… Puxando os cabelos… Dando tapas na bunda… Enfim, mostrando quem é que manda”.

E assim atuei seis meses. Às vezes, não conseguia entrar no clima de sado-maso no ar, e caia na gargalhada. Não durei muito tempo no cargo.

Contei esta história a um amigo meu, que morreu de rir. Ele também me contou que precisou “atuar” durante algum tempo em tarefas pouco comuns. Era o seguinte: ele tem outro amigo muito rico. Milionário. Mas que não gosta de dirigir. Tinha carro e carteira, mas deixava tudo na garagem. Daí, quando precisava sair, ligava pro meu amigo. Os dois se conheciam faz tempo. Amizade de infância.

Um belo dia, digo, noite (na verdade, uma e meia da manhã de sexta-feira), o milionário andante ligou pro meu amigo:

“Zeca! Onde você está?” – sem esperar resposta do meu amigo avisando que estava dormindo – o outro continuou “Dá pra você passar aqui no bar da Prudente de Morais? Tô com uma certa urgência”.

“Claro! Tô indo praí!” – Zé Carlos respondeu, já dando um pulo da cama e se vestindo.

Em dois minutos estava ligando o carro, e seguindo pela avenida Antônio Carlos em direção ao Centro. Preocupado se seu amigo estava em algum apuro, ou tendo enfarto. Dez minutos depois, vasculhava o bar à procura do cara. Encontrou. Estava sentado a um canto. Bêbado. Com duas mulheres ao lado: uma loira, e uma morena.

“Cara!… E que morena!” – nas palavras do próprio Zeca.

“Pôrra, cara! Você tá bem? O que foi? Quer ir ao médico?” – Zeca chegou, já preparando pra levantar o amigo.

“Tô ótimo!… Quer tirar essa mão daí?… Péra! … Senta aí pôrra!” – o milionário andante reclamava, enquanto se desviava de ser erguido pelo bom samaritano Zeca.

“Estas são Claudinha e Luiza. Elas são primas, estão morando aqui em Belo Horizonte há seis meses. Estudam Fisioterapia. Uma gosta de rock e a outra de sertanejo. Não sei quem gosta do quê, mas fodas também. Depois você descobre.” – explicou o rico bêbado.

“Mas pra quê você me tirou da cama à uma e meia da manhã então, inferno!” – Zeca esbravejou. Era bondoso, mas não era trouxa.

“Calma, Béti! Senta aí” – disse o rico, já pedindo a conta ao garçon.

“É o seguinte. Como o senhor pode ver, seu zero meia, eu tenho a companhia de duas belas mulheres… Como você sabe, não gosto de carros, e hoje não quero gastar dinheiro com táxi… Queria que você me desse carona pra um motel.”

“O quê? Tá maluco! Chama um táxi, pôrra!”

“Calma! Calma, pô! ´cê tá me deixando nervoso! Se te chamei aqui, é porque quero te dar uma grana pela vinda, pela ida ao motel, e pela sua volta pra casa…. E mais!” – o bêbado ergueu a mão pedindo silêncio, pois Zeca já ia falar uns 3 ou 10 palavrões – “Já estou ficando velho. Não darei conta das duas. Daí, quero sua ajuda, meu jovem, pra que estas duas não pensem que Belo Horizonte é terra de frouxo”.

Zeca ficou parado. Não acreditava que aquilo estava acontecendo, e seu cérebro mal começava a entender (meio lerdo de sono ainda).

“Portanto, vamos, Tigrão. Hoje é seu dia de sorte. Ou melhor, sua madrugada da sorte. Ganhou dinheiro e mulher bonita, mas, se não quiser, vai embora!”

E lá foram os quatro pra um dos motéis mais chiques de BH.

O fato se repetiu outras vezes. Algumas vezes, era só levar o milionário ao motel mesmo. Outras vezes, sobrava uma amiguinha, prima, vizinha, colega de trabalho pro Zeca. Os dias e horários das chamadas variavam: manhã de segunda-feira, tarde de quarta-feira, domingo de tarde, sábado à noite, Dia de Finados, Sete de Setembro, etc. Zeca já tava pensando em pedir carteira assinada e fundo de garantia. Mas, como seu emprego estava bom também (havia conseguido montar e administrar um bar aqui perto), a vida seguia serena.

É isso aí. Não importa o horário, local ou preferência por tapa ou cócegas, o importante é a satisfação da cliente.

12 12UTC Novembro 12UTC 2007

Mudança de pobre…

Arquivado em: Sem-categoria — ozzythewizard @ 12:42 AM

Mudança que se preze é aquela que vai em caminhão de carroceria aberta, ou em caminhão baú com motorista que gosta de Roberto Carlos, e quer convencer o restante da população disto. Enquanto os vizinhos ficam na rua conversando e apontando o quê e onde deveria ser colocado, você fica maluco, pois as caixas pra guardar roupas acabaram, os móveis não vão caber, e vem chuva chegando.

Mais ou menos isto tá acontecendo com meu blog: resolvi mudar de endereço. Vizinhança barulhenta, voyeurs, muito trânsito e uma vontade imensa de postar, mas o Blogger não permitia.

Ainda preciso arrumar a casa, mas, como toda mudança de pobre, onde você – em seu novo lar – tenta remontar o guarda-roupas e/ou a cama, e só aí percebe que faltam parafusos, estou assim por aqui também.

Paciência. O importante é a festa de open house!

10 10UTC Outubro 10UTC 2007

Arquivado em: Sem-categoria — ozzythewizard @ 3:48 AM

Ah! Esta minha miopia,
Que me mantem alheio a tudo e todos.
Mostrando apenas silhuetas esfumaçadas ao meu redor.
Ah! Esta miopia minha,
Que embaralha cores, formas e gestos.
Fazendo-me acreditar, que o aceno era pra mim,
Que o sorriso era pra mim,
Que o sinal era pra mim.
Ah! Minha miopia. Esta
Que põe meu cérebro a mil,
Imaginando mil coisas,
Interpretando mil coisas,
Sem nada saber ao certo.
Ah! Esta. Miopia. Minha.
Que fazendo-me ver sinais errados,
Desviar-me da rota comum,
Do cotidiano tranqüilo,
Me levou diretamente,
Sem dúvida, convicto e seguro,
A bater de cara na rígida placa
“NÃO!”.

30 30UTC Setembro 30UTC 2007

A Ordem de São Jorge

Arquivado em: Sem-categoria — ozzythewizard @ 1:49 PM
São Jorge, de nome Jorge de Anicii, é o santo patrono da Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunia (Espanha) e Lituânia, além de ser padroeiro dos escoteiros. No dia 23 de abril comemora-se seu martírio. Ele também é lembrado no dia 3 de novembro, quando, por toda parte, se comemora a reconstrução da igreja dedicada a ele, em Lida (Israel) , onde se encontram suas relíquias, erguida a mando de Constantino I. Há uma tradição que aponta o ano 303 como ano da sua morte. Apesar de sua história se basear em documentos lendários e apócrifos (decreto Gelasiano do século VI), a devoção a São Jorge se espalhou por todo o mundo. A Devoção a São Jorge pode ter também suas origens na mitologia nórdica na figura de Sigurd, o caçador de dragões.
De acordo com a lenda, Jorge teria nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia. Jorge ainda criança, mudou-se para a Palestina com sua mãe após seu pai morrer em batalha. Sua mãe, originária da Palestina, possuía muitos bens e o educou, com todo esmero. Ao atingir a adolescência, Jorge entrou para a carreira das armas, por ser a que mais satisfazia à sua natural índole combativa. Logo foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade – qualidades que levaram o Imperador a lhe conferir o título de conde da Capadócia. Aos 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo a função de Tribuno Militar.(*)

Nos dias de hoje, São Jorge não é lembrado apenas em rituais religiosos. Outros rituais, como festas e eventos em geral, também levaram algumas pessoas a constituirem uma irmandade de seguidores do herói romano: a Ordem de São Jorge.

A práxis dos frequentadores de bares, butecos, boates, praias, quermesses, bingos, festas de aniversário, casamento e batizado, velórios, desfiles de Sete de Setembro, reuniões de pais e mestres, e/ou qualquer evento em que haja machos e fêmeas com a possibilidade de conversar e beber alguma coisa, seguirá – para a Ordem de São Jorge – regras muito bem determinadas.

É, principalmente, nos Carnavais descobrimos os seguidores da Ordem perambulando por aí. Copo de bebida em uma mão, olhar ondulante, palavras encharcadas, e achando que todas as mulheres do mundo estão dando bola pra ele. Ainda mais as feias!

(*) Extraído da Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Jorge)
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