Ozzylândia: reino-comuna.

4 04UTC Junho 04UTC 2008

Relatividade

Arquivado em: Minha vida como ela é — ozzythewizard @ 3:47 PM

Pipoca. Não aquela que você faz em casa, mas a que é comprada na rua, em ambulantes.

(Comprei-a enquanto ia para uma festa de colação de grau. Algumas pessoas estranharam, um cara de terno e gravata comendo pipoca? “Excêntrico” – devem ter pensado.)

Doce toda vida. Sabor de infância.

Coisa necessária de se fazer pelo menos por algumas horas do dia: deslocar-se no tempo.

Algumas pessoas buscam retiros espirituais para descansar a mente. Deslocar-se no espaço na busca de paz. Sair da cidade para fazer trilha de bicicleta, caminhar no mato, acampar, nadar em rios. Estou aprendendo a deslocar no tempo, ir para minha infância, relembrar bons momentos, reviver sensações agradáveis.

E consegui fazer isto comendo pipoca. Aquele cheirinho de doce na boca, lembra a hora do recreio da 8ª série no Colégio Adventista Colorado.

Lembrei de Einstein, não sei porque. Acho que a questão de deslocar no espaço em busca de tranqüilidade me fez criar o paralelo com deslocar no tempo, pois, se os personagens literários possuem tempo e espaço psicológico, então também deslocarei em meu tempo psicológico. Se posso mudar o espaço físico ao meu redor, também mudarei meu espaço temporal (mesmo que na minha mente).

Tempo. Aliado de uns, inimigo de outros. Somos bons amigos, e, a cada alvorada ou pôr-do-sol, percebo o quanto sou responsável em apreender (e aprender) com sua presença.

Alguns farelos na lapela de meu terno denunciam minhas reflexões gastronômicas.

Vai começar a cerimônia. Luzes, música e o rigor dos apertos de mãos das formalidades.

Em um dos auditórios mais elegantes de Belo Horizonte, sou um menino dentro de um terno e gravata. Excêntrico. Fora do centro rígido da adultecência cheia de responsabilidades, contas e dificuldades.

(E lá no alto do palco, um casal de pardais cuida de seu ninho.)

22 22UTC Dezembro 22UTC 2007

Pessoas das quais se orgulhar…

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Quando você entra na Faculdade de Letras, a primeira impressão é que a Gramática será sua nova Bíblia, e você será considerado  o cara mais nerd da face da terra. No semestre seguinte, após várias calouradas, vinhadas, saraus de poesia, aulas de truco, horas jogando sinuca, você descobre que não é tão nerd, e que mais vale estudar até a madrugada para a prova do dia seguinte, do que deixar a mesa de sinuca e perder (de novo) praquele mané que está dois períodos à sua frente, e já se acha “o veterano”.

Dois períodos à frente, você já é um cara mais esperto. Estuda uma semana antes de qualquer avaliação, faz os trabalhos uma semana antes, é o primeiro a apresentar seminários, e assim será um dos poucos a ser bem considerado pelos professores, e ainda assim terá o dobro de horas jogando em cima da mesa de sinuca jogando, do que dentro da sala de aula. E mais, descobre que seus melhores professores também frequentam bares, sinucas, teatros, cinemas, churrascarias, e começam a te convidar também.

Desde o 2º grau, feito no Colégio Marconi, tive a oportunidade de conviver com ótimos professores, que conseguiam ser pessoas agradáveis fora de sala de aula, sentar conosco em um bar, conversar, aconselhar, rir e conviver conosco, e, dentro de sala de aula, manter uma postura séria, ensinar (não apenas o conteúdo da matéria, mas também um pouco de humanidade), e mesmo disciplinar, sem ter o desprezo ou a aversão da turma.

Durante a faculdade, como já disse, os grandes intelectuais que conheci também eram pessoas agradáveis fora de sala de aula. Uma vez dentro da sala, exigiam ao máximo de nós, alunos, dando tarefas de alto nível, e esperando que nós acompanhássemos seus ensinamentos. Quando tínhamos dificuldades, abriam horários para estudos especiais, individuais ou em grupo. E, mesmo na mesa do bar, tiravam dúvidas.

Professores em tempo integral, e se sentiam bem assim.

Há algumas histórias interessantes sobre estes professores, que contarei em outra oportunidade.

As pessoas da foto são especiais pelo apoio e confiança, quando eu não fui mais “formalmente” o professor deles. E eles sabem que podem contar comigo sempre. O espírito de contestação, a preguiça em certos momentos, a conversa, as brincadeiras, e principalmente, o respeito-mútuo, transformaram estes alunos nos melhores que já tive. Por que? Porque são muito parecidos comigo, talvez. Ou simplesmente porque gostam de rock. Vá saber! Só sei que me sinto bem com eles, e torço pelo seu sucesso. Fizeram com que bons sentimentos permanecessem com relação a continuar dando aula. Fizeram-me acreditar que ensinar vale a pena.

Nomes? Pois bem… Do lado esquerdo: Gaby, Othilia, Grazy, Marina e (quem?), Letícia e Sávio mais ao fundo… Lááá no fundo não sei quem é… Só sei que a Lice tá por ali também… hehehe

Do lado direito: Daniel (ao centro, na verdade), eu, Felipe Botelho, Lucas Koh, Grazy, Pedro e Fernando…

Brincadeiras. Conversa fiada. Diversão e baderna.

Vocês são ótimos…

Volto pra concluir depois

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