… e você fez centenas de pessoas rirem com suas brincadeiras, piadas, sarcasmo, ironia etc.
Mas por dentro, o vazio aumenta.
As coisas não se encaixam.
As palavras faltam.
O sorriso enfraquece.
(“Sorrir de si? Não dá! A vontade é de chorar”)
Vêm as festas,
Doces, bebidas, sorrisos.
E você, mais que ninguém,
Cada vez mais só.
Vai ao banheiro,
Olha no espelho.
E se pergunta:
“Que falta?”
Vá, palhaço,
Limpe a maquiagem,
Tire a peruca, troque de roupa,
Calce outro sapato.
Você tenta,
Mas os pés são grandes demais,
Outras roupas não lhe servem,
A maquiagem sai, mas já marcou sua pele,
E você volta pro circo.
Um circo sem fim, nem começo,
Mundo-circo,
Onde o picadeiro vai até a Lua.
Sua platéia fiel,
Quando você vaga sozinho à noite…

continuas um grande poeta… parece mesmo que nao vais deixar de ser poeta.
Grande abraço deste que continua em sua “fiel platéia”.
Comentário por luis — 8 08UTC Maio 08UTC 2008 @ 11:41 AM |