Ozzylândia: reino-comuna.

30 30UTC Novembro 30UTC 2007

Arquivado em: Poesias — ozzythewizard @ 2:09 AM

Poema sem nome

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Eu não viverei para sempre.
Enquanto vivo quero intensamente as cores, a intertextualidade,

a melodia, a arte,

a paixão, as montanhas,

os livros, o amor

e o que a eterna metamorfose me oferece.
Eu não viverei para sempre.
Sou quem eu sou.

Tenho medo do meu eu, meu ego, minha alma.

Vivo para mim.
Sei de pessoas, filmes, arte, vida, flores.

Sei e gosto do que sei.

Vivo para mim.
Crio minha própria resposta.

Contesto minha vida.

Abro caminhos, cabeças… Tapo buracos.

Não quero mais dizer: “é tarde demais!”.

Planto meu jardim.
Eu não viverei para sempre.
Sei do meu ódio, inveja, posse, ânsia, diversão.

Sei o que sou, não do que sei.
Todos os dias me olho no espelho. Sempre há uma mudança.

Externa?

Não! … Interna.
(Olhe para dentro.

Sonhe para dentro.

Sinta tudo dentro de você.)
Nunca deixo o tempo curar nada.

Me curo, com minha alma.

Não gosto de curativos.
Sempre seguindo em frente, com os pés no chão,

de corpo e alma me entrego por inteiro às coisas simples

que fazem minha metade lagarta se transformar em borboleta.
Isso tudo por um motivo:

Não viverei para sempre.

Letícia Kumaira – Nov/2007

(Aluna do Colégio Módulo, de Belo Horizonte, e motivo de orgulho para mim,  professor de Português e Literatura)

1 Comentário »

  1. Oi fessor !!!!!!!
    que graciiinha ! :)
    obrigada por estar participando dessa fase que estou vivendo!
    tudo de bom !!!!:)
    Meu poemas são toscos.. hahaha
    beijooss !

    Comentário por Letícia Kumaira — 4 04UTC Dezembro 04UTC 2007 @ 3:14 PM | Responder


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